Fim de uma jornada. Começo de outra!!!
Agora vou deixar esse blog impecável!!!
quinta-feira, 29 de maio de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
28 de Maio - Ultimo dia, Qualquer lugar
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estou indo de volta pra casa
terça-feira, 27 de maio de 2008
segunda-feira, 26 de maio de 2008
domingo, 25 de maio de 2008
25 de Maio - Caio Caulker, Belize
Lagosta, camarão e água de coco todo dia ... a preço de banana. Vida dura essa.
sábado, 24 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
22 de Maio - Flores, Guatemala
Dia de descanso e gastronomia.
As fotos estão de volta. Procurem, achem e comentem!
El Chiflon, 29 de Abril.
Xela, 04 de Maio.
San Pedro, 05 de Maio.
San Pedro, 06 de Maio.
San Marcos, 07 de Maio.
Vulcan Pacaya, 12 de Maio, isso é um presente.
As fotos estão de volta. Procurem, achem e comentem!
El Chiflon, 29 de Abril.
Xela, 04 de Maio.
San Pedro, 05 de Maio.
San Pedro, 06 de Maio.
San Marcos, 07 de Maio.
Vulcan Pacaya, 12 de Maio, isso é um presente.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
terça-feira, 20 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
sábado, 17 de maio de 2008
sexta-feira, 16 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
15 de Maio - Guatemala City, Guatemala
Depois de uma difícil despedida das pessoas de Antigua, resolvi que era hora de seguir pra outro lugar, seguir minha viagem. Apesar de várias pessoas terem me convidado pra seguir viagem com elas, resolvi seguir meu caminho que era o caminho oposto e ir pra Guatemala City (50).
Era uma da tarde quando cheguei na capital, diferente de todo os resto do país, Guatemala City me lembrou um lugar que conheço bem e que não gosto tanto, São Paulo. Apesar da diferença de tamanho, as duas cidades se parecem muito, selva de pedras, tráfego caótico e o contraste de pobreza e riqueza na mesma cidade.
Fui a um hotel do meu guia, San Martin, e fiz meu check-in (60) lá. O lugar não poderia ser muito bom com este preço mesmo, mas aqui tudo é mais caro. Além do que estou em um quarto com banheiro privado, sujo, mas privado. Saí para dar uma volta, mas depois de andar por uns dez quarteirões, e achar tudo igual a São Paulo, comecei me arrepender de ter vindo à esta cidade. Posso fazer isso no Brasil se quiser o tempo todo, então não estava feliz.
Fui a um restaurante comer porque estava com fome, pedi uma comida (40) que não lembro o nome, mas era gostosa, só um creme, tipo de milho-verde que não estava bom. Começou a escurecer a ouvi que coisas terríveis acontecem aqui pela noite, por isso comprei uns salgadinhos (15) e uma água (11) e voltei ao meu hotel. Lá tambem não tinha nada pra fazer, não tem mochileiros, não tem viajantes, uma chatice.
Me tranquei no meu quarto e fiquei lendo meu livro até pegar no sono. Não sei porque acordei muitas vezes durante a noite, não me senti bem nesta cidade, não combina comigo. Amanhã vou refazer meus planos e sair logo daqui, antes só quero ir a um lugar que me parece interessante, uma gigante maquete de toda Guatemala, amanhã bem cedo, pra à tarde já estar em outro lugar.
Este dia não vou mandar beijo pra ninguém, foi o primeiro dia infeliz da viagem, e isto não merece nada.
Era uma da tarde quando cheguei na capital, diferente de todo os resto do país, Guatemala City me lembrou um lugar que conheço bem e que não gosto tanto, São Paulo. Apesar da diferença de tamanho, as duas cidades se parecem muito, selva de pedras, tráfego caótico e o contraste de pobreza e riqueza na mesma cidade.
Fui a um hotel do meu guia, San Martin, e fiz meu check-in (60) lá. O lugar não poderia ser muito bom com este preço mesmo, mas aqui tudo é mais caro. Além do que estou em um quarto com banheiro privado, sujo, mas privado. Saí para dar uma volta, mas depois de andar por uns dez quarteirões, e achar tudo igual a São Paulo, comecei me arrepender de ter vindo à esta cidade. Posso fazer isso no Brasil se quiser o tempo todo, então não estava feliz.
Fui a um restaurante comer porque estava com fome, pedi uma comida (40) que não lembro o nome, mas era gostosa, só um creme, tipo de milho-verde que não estava bom. Começou a escurecer a ouvi que coisas terríveis acontecem aqui pela noite, por isso comprei uns salgadinhos (15) e uma água (11) e voltei ao meu hotel. Lá tambem não tinha nada pra fazer, não tem mochileiros, não tem viajantes, uma chatice.
Me tranquei no meu quarto e fiquei lendo meu livro até pegar no sono. Não sei porque acordei muitas vezes durante a noite, não me senti bem nesta cidade, não combina comigo. Amanhã vou refazer meus planos e sair logo daqui, antes só quero ir a um lugar que me parece interessante, uma gigante maquete de toda Guatemala, amanhã bem cedo, pra à tarde já estar em outro lugar.
Este dia não vou mandar beijo pra ninguém, foi o primeiro dia infeliz da viagem, e isto não merece nada.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
14 de Maio - Antigua, Guatemala
Acordei pro café, mas já deixei minhas coisas arrumadas porque iría embora, mas não foi bem assim que aconteceu. Logo na hora do café, quando pedi minha comida e falei que ia embora, o Knowaa, que é o canadense que trabalha lá falou pra eu ficar que ia ter um churrasco. Falei que já tinha feito o check-out e tudo, que não tinha mais jeito.
Quando falei pro Rory que tava indo, ele falou que era pra eu ficar que era aniversário do Manolo, um mexicano que estava com a gente ontem, e que ia rolar um churrasco de aniversário. Todos começaram insistir, as meninas de ontem, a menina do bar e inclusive seis meninos novos que tinham chegado da Nova Zelândia, que eu nem conhecia. Falei que ia ficar e fui tentar fazer o check-in de novo, mas o lugar tinha lotado.
Quando o Knowaa ouviu isso ele disse que ia dar um jeito, me chamou no depósito, pegamos um colchão e levamos pra sala de TV, eu iría dormir lá. Pensando no quarto, é o melhor quarto, grande, tem um banheiro só pra você e ainda TV com mil filmes, DE GRAÇA. Agradeci um monte de vezes e ele disse pra não me preocupar que ele tava fazendo isso por que ia rolar o churrasco e todo mundo tinha feito coro pra eu ficar.
Valeu a pena demais. Ótimo churrasco da meio-dia até às dez da noite, com certeza o melhor dia do albergue. Muitas pessoas, muita música e eu curtindo muito. Os neozelandeses tinham saído pra comer e voltaram todos com os cabelos arrumados de salão de beleza, unhas pintadas, maquiagem na cara e de vestidos, hilário. Não sei muito o que contar, mas foi um dia que adorei, as pessoas do albergue, todas sabem meu nome e lá me sinto em casa.
Depois das dez tivemos que ir pra outro lugar. Fomos pro Reilly's, outro bar, bem legal também, foram todas as pessoas do albergue, ou seja enchemos o outro lugar. Grande dia, grande noite. Quando voltei meu quarto tava lá só me esperando, melhor nos esperando, entramos todos e ficamos lá mais um pouco conversando. Na verdade a sala fecha depois da uma, mas pra tudo existe uma exceção. Valeu Black Cat Antigua.
Não tem nem como, meu abraço de hoje é pra este lugar:
- Black Cat Antigua, pra mim o melhor albergue da viagem.
- Tina, outras pessoas além de você também gostam de mim.
Quando falei pro Rory que tava indo, ele falou que era pra eu ficar que era aniversário do Manolo, um mexicano que estava com a gente ontem, e que ia rolar um churrasco de aniversário. Todos começaram insistir, as meninas de ontem, a menina do bar e inclusive seis meninos novos que tinham chegado da Nova Zelândia, que eu nem conhecia. Falei que ia ficar e fui tentar fazer o check-in de novo, mas o lugar tinha lotado.
Quando o Knowaa ouviu isso ele disse que ia dar um jeito, me chamou no depósito, pegamos um colchão e levamos pra sala de TV, eu iría dormir lá. Pensando no quarto, é o melhor quarto, grande, tem um banheiro só pra você e ainda TV com mil filmes, DE GRAÇA. Agradeci um monte de vezes e ele disse pra não me preocupar que ele tava fazendo isso por que ia rolar o churrasco e todo mundo tinha feito coro pra eu ficar.
Valeu a pena demais. Ótimo churrasco da meio-dia até às dez da noite, com certeza o melhor dia do albergue. Muitas pessoas, muita música e eu curtindo muito. Os neozelandeses tinham saído pra comer e voltaram todos com os cabelos arrumados de salão de beleza, unhas pintadas, maquiagem na cara e de vestidos, hilário. Não sei muito o que contar, mas foi um dia que adorei, as pessoas do albergue, todas sabem meu nome e lá me sinto em casa.Depois das dez tivemos que ir pra outro lugar. Fomos pro Reilly's, outro bar, bem legal também, foram todas as pessoas do albergue, ou seja enchemos o outro lugar. Grande dia, grande noite. Quando voltei meu quarto tava lá só me esperando, melhor nos esperando, entramos todos e ficamos lá mais um pouco conversando. Na verdade a sala fecha depois da uma, mas pra tudo existe uma exceção. Valeu Black Cat Antigua.
Não tem nem como, meu abraço de hoje é pra este lugar:
- Black Cat Antigua, pra mim o melhor albergue da viagem.
- Tina, outras pessoas além de você também gostam de mim.
terça-feira, 13 de maio de 2008
13 de Maio - Antigua, Guatemala
Dia de peregrinação em Antigua. Logo depois do almoço, quando acordei, saímos pra conhecer um bar que é super interessante, fica em um terraço e tem uma vista linda da cidade. Eu, Rory, Austin e um casal de americanos que tínhamos encontrado no caminho, mas que já conheciam o Rory de outra cidade.
Ficamos lá até umas oito da noite, sentados no telhado, tirando fotos, rindo e conversando. Antigua é mesmo uma cidade linda e que me faz muito bem, posso sentir isso. Só encontro pessoas boas e muito gente boa e estou tendo uma grande semana aqui. Sei que não estou conhecendo muitos lugares novos, mas estou conhecendo pessoas, amigos que espero eu, pro resto da vida.
Voltamos pro nosso albergue e estava super animado, pessoas novas, muita música, ambiente perfeito. Sentamos em uma mesa e chegou uma menina que o Rory conhecia, ela estava com três amigos que se juntaram a nós. Ficamos lá até às dez e fomos para um bar que se chama Mono Loco. O bar é muito bom, só tem viajantes de todas as partes, ou seja, só gente se divertindo. Ficamos lá até umas quatro e voltamos pro albergue quando a festa continuou, mas não sei até que horas, pois fui dormir logo que chegamos.
Meu dia se resumiu em não fazer nada, um programa que aprecio de vez em quando no Brasil, sentar com os amigos pra tomar uma cerveja e dar risada. Talvez seja pela falta destes amigos brasileiros que tenho curtido este tempo com os amigos que estou fazendo. Amizade pra mim é uma coisa muito importante, quem me conhece sabe.
Um beijo e abraço pra todos:
- Antigos amigos, mas sempre presentes.
- Novos amigos, que nem sempre estarão.
- Tina, porque te amo, ta bom?
Ficamos lá até umas oito da noite, sentados no telhado, tirando fotos, rindo e conversando. Antigua é mesmo uma cidade linda e que me faz muito bem, posso sentir isso. Só encontro pessoas boas e muito gente boa e estou tendo uma grande semana aqui. Sei que não estou conhecendo muitos lugares novos, mas estou conhecendo pessoas, amigos que espero eu, pro resto da vida.
Voltamos pro nosso albergue e estava super animado, pessoas novas, muita música, ambiente perfeito. Sentamos em uma mesa e chegou uma menina que o Rory conhecia, ela estava com três amigos que se juntaram a nós. Ficamos lá até às dez e fomos para um bar que se chama Mono Loco. O bar é muito bom, só tem viajantes de todas as partes, ou seja, só gente se divertindo. Ficamos lá até umas quatro e voltamos pro albergue quando a festa continuou, mas não sei até que horas, pois fui dormir logo que chegamos.
Meu dia se resumiu em não fazer nada, um programa que aprecio de vez em quando no Brasil, sentar com os amigos pra tomar uma cerveja e dar risada. Talvez seja pela falta destes amigos brasileiros que tenho curtido este tempo com os amigos que estou fazendo. Amizade pra mim é uma coisa muito importante, quem me conhece sabe.
Um beijo e abraço pra todos:
- Antigos amigos, mas sempre presentes.
- Novos amigos, que nem sempre estarão.
- Tina, porque te amo, ta bom?
segunda-feira, 12 de maio de 2008
12 de Maio - Vulcan Pacaya, Guatemala
Gente, sei que fico muito tempo sem escrever e aquela idéia de vocês viajarem comigo, faz tempo que não é mais verdade. Vocês continuam viajando, mas sempre com uns dias de atraso e isso não é a mesma coisa. A verdade é que em determinados lugares eu sempre estou fazendo alguma coisa e não quero deixar de fazer isso pra escrever, então tento achar um dia mais tranquilo e escrever logo uns cinco dias.
Bom, o dia de hoje, teve o café da manha gigante, teve conversas, mas vou contar sobre o Vulcan Pacaya, porque isso sim é importante e inacreditável ao mesmo tempo. Eu já tinha decidido que ia porque tinha visto fotos incríveis do lugar, mas não sabia de fato o que me esperava, porque estar lá é uma das experiências mais legais que provavelmente vou ter em toda minha vida.
Já tinha pago o passeio (60) e consegui trocar a passagem pro grupo das duas da tarde, que eu prefiria porque pela tarde você sempre está mais disposto. Às duas horas saíu nosso ônibus, umas trinta pessoas mais ou menos, todos ansiosos pra ver o vulcão e o mais importante, lava. Logo no início já te dizem que pode ser que você nao veja nada, o vulcão não sabe que você pagou um passeio e não cospe lava só porque você está lá, é uma questão de sorte, somente sorte.
O percurso até a entrada do parque (40) demora um pouco mais de uma hora, mas passa rápido porque todo mundo vai conversando, se conhecendo, como excursão de escola. Chegando lá fomos abordados por muitas crianças tentando vender cajados (3) porque existe uma trilha até o vulcão que não é fácil, então o cajadinho ajuda. Antes da trilha, nosso grupo que era bem grande recebeu o nome de Barco, pra gente poder se organizar e não se perder. Comprei uma água (5) e uns chocolates (15) antes de ir porque com certeza sentiria fome. Estávamos prontos pra trilha.

A trilha demora uma hora e meia e é bem íngrime, sem o cajado provavelmente é muito mais difícil, mas eu tinha o meu. Algumas meninas não aguentaram e alugaram cavalos que tem pelo caminho, não sei quanto pagaram, mas com certeza, caro. Quando chegamos no topo da colina, não do vulcão, não dava pra enxergar nada por causa da neblina. Nesta hora fiquei muito decepcionado porque sabia que dali dava pra ver o vulcão e as lavas, e também Antigua com seus três vulcões. O guia começou a falar que não era um bom dia por causa da neblina, mas que isso não significava que não tinha lava, mas eu não senti firmeza, achei que tínhamos perdido o passeio.

No fim da colina tem uma descida de uns duzentos metros, muito íngrime, onde muitas pessoas caíram, principalmente aquelas que estavam sem o cajado, então aconselho o cajado a todos. É no fim desta decida que você começa a ver os rios de magma que foram formados nos últimos anos. As formações no vulcão que hoje são rochas negras são muito bonitas, algumas parecem rios e dá pra perceber que aquilo antes foi líquido, magma.

Começamos a caminhar sobre esta parte do vulcão e o guia disse pra ficarmos perto por causa da neblina e se alguém sentisse calor ou o pé queimando, era pra avisar ele. Caminhamos uns vinte minutos até que todos começamos a sentir o calor, que é bem quente, e em mais dois minutos alguém gritou anunciando. Tínhamos achado lava e não era pouca, era um rio, até o guia se impressionou, disse que era um ótimo dia, um dos melhores e eu estava lá.



Quando vi fiquei meio besta, porque é muito bonito e muito poderoso. O cheiro de borracha queimada dos tênis e sapatos começa a ser sentida por todos os lados, mas não supera o cheiro característico do lugar. Os barulhos do rio de lava derretendo tudo que encontra pela frente é meio agonizante, as pedras que estão já formadas sucumbem ao novo rio que só vai aumentado.
Quanto à cor, não sei o quê dizer, me senti um pouco no inferno, negro, com o calor que não passa, e que obriga você a estar se mexendo todo o tempo pra não queimar seus pés.



Tirei muitas fotos e tentei chegar o mais próximo possível, mas o calor começa a queimar os pelos da sua perna, queimaram bastante os das minhas porque cheguei muito perto, mas tenho a foto. Os americanos sacaram vários saquinhos de marshmallow e começaram a fazer sobre alguns pontos do vulcão, usando o cajadinho como pauzinho. Algumas pessoas jogaram os cajados na lava pra ver o que acontecia, e em poucos segundos o cajado já não estava mais lá, tinha sido consumido pelo fogo.


O guia começou a alertar pra não chegar tão perto, porque como era um grande rio, corria rápido, e algumas pessoas, se ele deixasse, tocariam a lava. Ficamos lá uma meia hora, depois disso as próprias pessoas começam a ir embora porque não aguentam mais o calor. Eu fiquei até o fim, provavelmente porque sei que a chance de ver isto de novo de tão perto e mínima. Aproveitei o máximo que pude e comecei o caminho de volta, que era longo.


Já era noite quando chegamos ao topo da colina e as pessoas que tinham lanternas ligaram as suas pra ajudar na visibilidade. Muitos vaga-lumes ajudavam também, pois piscavam por todas as partes. O caminho de volta foi mais longo, provavelmente porque estava escuro, mas ninguém ligou, todos rindo e encantados com o lugar onde a gente tinha ido.
Chegamos de volta a Antigua umas nove da noite e o Rory, o inglês de ontem e o Austin, um americano estavam me esperando pra gente ir tomar umas cervejas e comer (120). Fomos os três, mas a melhor parte foi que encontrei uma brasileira no bar, que está viajando com duas francesas e uma americana. Ficamos alí conversando um pouco, não muito, pelo menos não eu, estava cansado e queria descansar. Voltei pro hotel muito satisfeito com o passeio de hoje.
Só pra concluir meu dia, queria falar a respeito da sensação mágica que é ver o nosso planeta crescendo, se tornando algo maior. Estive neste lugar hoje e apesar de, com toda sua beleza, ainda deixar traços de destruição e morte, é um lugar onde pude me sentir bem, cheio de energia. Esta é mais uma prova do poder da natureza, o poder de Deus. Grande Volcan Pacaya.
Meu beijo de hoje vai pra você, so pra você:
- Tina, pela mensagem do msn, aonde ja se viu, entao da uma olhada e veja.
Bom, o dia de hoje, teve o café da manha gigante, teve conversas, mas vou contar sobre o Vulcan Pacaya, porque isso sim é importante e inacreditável ao mesmo tempo. Eu já tinha decidido que ia porque tinha visto fotos incríveis do lugar, mas não sabia de fato o que me esperava, porque estar lá é uma das experiências mais legais que provavelmente vou ter em toda minha vida.
Já tinha pago o passeio (60) e consegui trocar a passagem pro grupo das duas da tarde, que eu prefiria porque pela tarde você sempre está mais disposto. Às duas horas saíu nosso ônibus, umas trinta pessoas mais ou menos, todos ansiosos pra ver o vulcão e o mais importante, lava. Logo no início já te dizem que pode ser que você nao veja nada, o vulcão não sabe que você pagou um passeio e não cospe lava só porque você está lá, é uma questão de sorte, somente sorte.
Quanto à cor, não sei o quê dizer, me senti um pouco no inferno, negro, com o calor que não passa, e que obriga você a estar se mexendo todo o tempo pra não queimar seus pés.
Chegamos de volta a Antigua umas nove da noite e o Rory, o inglês de ontem e o Austin, um americano estavam me esperando pra gente ir tomar umas cervejas e comer (120). Fomos os três, mas a melhor parte foi que encontrei uma brasileira no bar, que está viajando com duas francesas e uma americana. Ficamos alí conversando um pouco, não muito, pelo menos não eu, estava cansado e queria descansar. Voltei pro hotel muito satisfeito com o passeio de hoje.
Só pra concluir meu dia, queria falar a respeito da sensação mágica que é ver o nosso planeta crescendo, se tornando algo maior. Estive neste lugar hoje e apesar de, com toda sua beleza, ainda deixar traços de destruição e morte, é um lugar onde pude me sentir bem, cheio de energia. Esta é mais uma prova do poder da natureza, o poder de Deus. Grande Volcan Pacaya.
Meu beijo de hoje vai pra você, so pra você:
- Tina, pela mensagem do msn, aonde ja se viu, entao da uma olhada e veja.
domingo, 11 de maio de 2008
11 de Maio - Antigua, Guatemala
Hoje acordei bem tarde por causa da festa de ontem, mas a verdade é que não fui só eu, todo o albergue acordou tarde e cansado. Ninguém queria saber de sair e todos ficaram enfurnados na sala de TV, vendo filmes o dia inteiro.
Eu saí pra almoçar e fui em um restaurante perto do albergue porque tava com preguiça de caminhar até outro lugar. Comi um lanche com vários tipos de queijo com salada e tomei um suco de laranja e foi só. Paguei a conta (45) e voltei pro albergue. Fiquei ali no bar conversando um pouco com o pessoal da festa de ontem, várias pessoas nem lembram das coisas, eu pelo contrário, lembro de tudo e dificilmente vou esquecer.
Voltamos pra sala de TV e colocamos outro filme, o primeiro não quis ver porque já tava na metade. Assistimos Beowulf, a história é legal, eu já conhecia na verdade porque já vi uma versão mais antiga deste filme, mas naquela versão não tem a Angelina Jolie, e isso muda totalmente a história, pelo menos pra mim.
Um pouco mais tarde saímos pra comer, uma galera, mas no fim nos dividimos em vários grupos e cada grupo foi pra um canto. Eu falei que conhecia um lugar que era bom e barato, o lugar onde eu comi o pavão, fomos eu, um inglês e uma americana que é muito gente boa, aliás, os dois são. Comi um frango com molho de limão (60) bem gostoso, com salada e vegetais e ficamos lá conversando, cada um contando um pouco de seu país e de suas histórias.
Voltamos pro albergue de novo pra mais uma sessão cinema, desta vez para ver um filme espanhol que se chama Volver, com a Penélope Cruz. Achei muito bom o filme, bem diferente dos filmes americanos, com mais conteúdo. E eu conheço o diretor, Pedro Almodóvar, já vi outros filmes dele e sempre são bons. Ficamos lá morgando e depois fomos todos dormir, amanhã é outro dia e quero ir pro vulcão logo, ouvi maravilhas sobre o lugar.
Um grande beijo pras todas as mães do mundo, porque hoje é o dia de vocês, parabéns.
- Tina, um especial só pra você, porque você é minha MÃE.
Eu saí pra almoçar e fui em um restaurante perto do albergue porque tava com preguiça de caminhar até outro lugar. Comi um lanche com vários tipos de queijo com salada e tomei um suco de laranja e foi só. Paguei a conta (45) e voltei pro albergue. Fiquei ali no bar conversando um pouco com o pessoal da festa de ontem, várias pessoas nem lembram das coisas, eu pelo contrário, lembro de tudo e dificilmente vou esquecer.
Voltamos pra sala de TV e colocamos outro filme, o primeiro não quis ver porque já tava na metade. Assistimos Beowulf, a história é legal, eu já conhecia na verdade porque já vi uma versão mais antiga deste filme, mas naquela versão não tem a Angelina Jolie, e isso muda totalmente a história, pelo menos pra mim.
Um pouco mais tarde saímos pra comer, uma galera, mas no fim nos dividimos em vários grupos e cada grupo foi pra um canto. Eu falei que conhecia um lugar que era bom e barato, o lugar onde eu comi o pavão, fomos eu, um inglês e uma americana que é muito gente boa, aliás, os dois são. Comi um frango com molho de limão (60) bem gostoso, com salada e vegetais e ficamos lá conversando, cada um contando um pouco de seu país e de suas histórias.
Voltamos pro albergue de novo pra mais uma sessão cinema, desta vez para ver um filme espanhol que se chama Volver, com a Penélope Cruz. Achei muito bom o filme, bem diferente dos filmes americanos, com mais conteúdo. E eu conheço o diretor, Pedro Almodóvar, já vi outros filmes dele e sempre são bons. Ficamos lá morgando e depois fomos todos dormir, amanhã é outro dia e quero ir pro vulcão logo, ouvi maravilhas sobre o lugar.
Um grande beijo pras todas as mães do mundo, porque hoje é o dia de vocês, parabéns.
- Tina, um especial só pra você, porque você é minha MÃE.
sábado, 10 de maio de 2008
10 de Maio - Antigua, Guatemala
Acordei para o café umas dez da manhã, queria sair cedo pra ver o quê faltou da cidade ontem, mas não deu certo. Tive que esperar minha roupa voltar da lavanderia e isso só aconteceu a uma da tarde, então comecei o passeio umas duas da tarde, mas consegui ver tudo que queria.
Logo que saí, abri o mapa da cidade e resolvi que percurso ia fazer. Fui primeiro em uma ruína de uma antiga universidade (15), que fica bem perto do meu albergue, aliás tudo em Antigua fica bem perto de tudo. A ruína não é muito grande, mas é interessante, mas mais bonito que a ruína em si, são os jardins repletos de flores de todos os tipos e cores, tirei várias fotos, das flores.
Saí de lá e fui até outra ruína, desta vez de um antigo convento (15), gigantesco. Talvez pelo tamanho e por você ficar mais tempo circulando, pareça um pouco mais legal. A verdade é que diferente das ruínas Maias, estas só são ruínas porque forem destruídas pelo terremoto, e se encontram totalmente destruídas. E interessante ficar imaginando como foi grandioso o tal convento no seu auge e que agora não passa de blocos imensos de pedras por todos os lados e algumas poucas paredes que restaram em pé. Outra vez, me encantei com o jardim, este mais bonito que o primeiro e com várias pessoas sentadas em seu imenso gramado, lendo livros, fazendo piquenique e relaxando.
Depois fui dar uma volta no mercado, que diferente de outro que fui, é muito colorido. Comprei uma fruta (10) que nunca tinha visto na vida, parece um laranja, mas é bem menor, na hora que experimentei cuspi tudo, era ardida que nem pimenta, horrível. Caminhei um pouco pensando em coisas pra levar de lembrança pras pessoas, mas nunca sei o quê comprar e também não quero ficar carregando peso extra. Fiquei perambulando por lá uma hora e meia, olhando correntinhas e pulseirinhas, alguns tecidos coloridos e fiquei encantado com a quantidade de temperos que é possível encontar neste mercado, mas aqui não posso comprar, porque não vou cozinhar mesmo.
Saindo de lá fui até uma lan e fiquei escrevendo no blog por horas e horas porque tava super atrasado. Quando atualizei tudo, decidi que era hora de voltar pro albergue pra relaxar um pouco, mas tinha uma festa acontecendo lá, diversas pessoas novas e muita animação. Ficamos lá um pouco e depois fomos para um pub, umas dez pessoas, de várias nacionalidades, mas a maioria irlandeses. E esta noite foi a noite mais louca de toda viagem, mas prefiro guardar os detalhes só pra mim.
Logo que saí, abri o mapa da cidade e resolvi que percurso ia fazer. Fui primeiro em uma ruína de uma antiga universidade (15), que fica bem perto do meu albergue, aliás tudo em Antigua fica bem perto de tudo. A ruína não é muito grande, mas é interessante, mas mais bonito que a ruína em si, são os jardins repletos de flores de todos os tipos e cores, tirei várias fotos, das flores.
Saí de lá e fui até outra ruína, desta vez de um antigo convento (15), gigantesco. Talvez pelo tamanho e por você ficar mais tempo circulando, pareça um pouco mais legal. A verdade é que diferente das ruínas Maias, estas só são ruínas porque forem destruídas pelo terremoto, e se encontram totalmente destruídas. E interessante ficar imaginando como foi grandioso o tal convento no seu auge e que agora não passa de blocos imensos de pedras por todos os lados e algumas poucas paredes que restaram em pé. Outra vez, me encantei com o jardim, este mais bonito que o primeiro e com várias pessoas sentadas em seu imenso gramado, lendo livros, fazendo piquenique e relaxando.
Depois fui dar uma volta no mercado, que diferente de outro que fui, é muito colorido. Comprei uma fruta (10) que nunca tinha visto na vida, parece um laranja, mas é bem menor, na hora que experimentei cuspi tudo, era ardida que nem pimenta, horrível. Caminhei um pouco pensando em coisas pra levar de lembrança pras pessoas, mas nunca sei o quê comprar e também não quero ficar carregando peso extra. Fiquei perambulando por lá uma hora e meia, olhando correntinhas e pulseirinhas, alguns tecidos coloridos e fiquei encantado com a quantidade de temperos que é possível encontar neste mercado, mas aqui não posso comprar, porque não vou cozinhar mesmo.
Saindo de lá fui até uma lan e fiquei escrevendo no blog por horas e horas porque tava super atrasado. Quando atualizei tudo, decidi que era hora de voltar pro albergue pra relaxar um pouco, mas tinha uma festa acontecendo lá, diversas pessoas novas e muita animação. Ficamos lá um pouco e depois fomos para um pub, umas dez pessoas, de várias nacionalidades, mas a maioria irlandeses. E esta noite foi a noite mais louca de toda viagem, mas prefiro guardar os detalhes só pra mim.
Vou mandar beijos e abraços de novo pra estas pessoas que amo muito:
- A todos meus amigos, que pra mim são como minha família.
- Tina, porque to com muita saudade.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
09 de Maio - Antigua, Guatemala
Bem vamos lá, em dia depois de balada, faço passeios só no periodo da tarde, porque dormir é uma coisa necessária. Apesar de ter acordado às onze pra tomar o café, só saí do albergue umas duas da tarde, porque arrumei todas minhas coisas no quarto, separei minha roupa pra lavar e li umas notícias na internet. Mas depois de tudo isso, estava pronto.
Antigua é uma cidade pequena, então é possível ver todos os seus pontos de interesse, caminhando. Eu gosto de cidades assim, pois caminhando você encontra lugares que não estão nos guias e vê cenas inusitadas e os costumes da população local. Se você olhar ao redor de Antigua é possível ver os vulcões que a rodeiam, Agua, Acatenango e Fuego, este último sempre com fumaça no seu cume.
Caminhei por quase toda a cidade e vi muitos locais e construções interessantes. Antigua foi a capital da colônia espanhola que se estendia desde Chiapas no México até a Costa Rica e por isso tem construções grandiosas, ou melhor, restos delas. Um terrível terremoto arrasou a cidade em 1773, e boa parte das grandes construções foram destruídas, todas se encontram em processo de restauração, mas acredito que algumas serão para sempre só ruínas. Por causa deste terremoto e da destruição da cidade, que a capital foi mudada de Antigua pra Ciudad de Guatemala.
Então, comecei meu passeio pela praça central, toda cidade colonial tem a sua e sempre é rodeada de construções bonitas, no caso de Antigua, construções bonitas cheias de cicatrizes, ou ruínas de construções bonitas. São muitas igrejas e muitos conventos por toda a cidade, em todos é possível visualizar alguns dos estragos causados pelos terremotos, mas principalmente pelo de 1773.
Fui a todos os lugares, só não consegui ir à duas ruinas, as maiores, que ficam um pouco mais distantes e que só abrem até às cinco. Estas duas ruínas tem que pagar, diferente de todas as que vi, que estão espalhadas por toda a cidade, basta caminhar pra que em cada esquina encontre construções tricentenárias, ou mais velhas que isso. Antigua é uma cidade muito interessante e por isso cheia de turistas, de todas as idades e nacionalidades também. Andando pelas ruas é tão normal encontrar "gringos" como os habitantes locais.
Exite um arco amarelo, sobre uma avenida que de um ângulo propício é possível tirar uma foto com um dos vulcões dentro do arco, mas não para mim, ou porque minha câmera não é das melhores ou porque era fim de tarde e estava nublado, o importante é que eu vi. Restaurantes e bares estão por toda a cidade, de todos os preços e de todas as partes do mundo. Amanhã vou procurar um restaurante guatemalteco pra comer umas comidas daqui.
Quando já estava escuro, resolvi ir a um restaurante pra comer alguma coisa porque estava faminto. Fui em um que tem no guia e pedi pavão com arroz e vegetais (70). Nunca tinha comido pavão, mas é gostoso também, tem um gosto mais forte, e vem com brócolis, couve-flor e cenoura. Muito bom, estava alimentado a era hora de voltar pro albergue.
O albergue estava animado de novo, mas ja tinha decidido que não ia sair. Fui em uma lan (20) e atualizei algumas coisas do blog, tava bem atrasado, mas adiantei uns dias. O lugar fechava cedo, então me mandaram embora. Sem querer, passei na frente de um café que exibe filmes, só é necessário consumir alguma coisa lá dentro pra poder assistir o filme. Aliás, existem inúmeros cafés como este em Antigua, é só se informar, ou dar uma volta em uma quadra que vai achar uns três. Entrei e assisti Clube da Luta, já tinha visto, mas não lembrava muito do filme, foi bom rever. Comprei uma tábua de queijos e carnes (50) pra ir beslicando durante o filme. Vinha vários queijos e salame, rosbife, presunto, peito de peru. Valeu.
Voltei pro albergue e tudo estava calmo, as pessoas já tinham saído pra balada. Fui pro meu quarto pra dormir, porque amanhã tenho que ver as ruínas que faltam e um museu que apresenta umas coisas da época colonial.
Meu beijo de hoje vai pros meus avós, porque lembro que mandei só uma vez e faz tanto tempo:
- Fanny e Rogélio.
- Neuza e João.
Antigua é uma cidade pequena, então é possível ver todos os seus pontos de interesse, caminhando. Eu gosto de cidades assim, pois caminhando você encontra lugares que não estão nos guias e vê cenas inusitadas e os costumes da população local. Se você olhar ao redor de Antigua é possível ver os vulcões que a rodeiam, Agua, Acatenango e Fuego, este último sempre com fumaça no seu cume.
Caminhei por quase toda a cidade e vi muitos locais e construções interessantes. Antigua foi a capital da colônia espanhola que se estendia desde Chiapas no México até a Costa Rica e por isso tem construções grandiosas, ou melhor, restos delas. Um terrível terremoto arrasou a cidade em 1773, e boa parte das grandes construções foram destruídas, todas se encontram em processo de restauração, mas acredito que algumas serão para sempre só ruínas. Por causa deste terremoto e da destruição da cidade, que a capital foi mudada de Antigua pra Ciudad de Guatemala.
Então, comecei meu passeio pela praça central, toda cidade colonial tem a sua e sempre é rodeada de construções bonitas, no caso de Antigua, construções bonitas cheias de cicatrizes, ou ruínas de construções bonitas. São muitas igrejas e muitos conventos por toda a cidade, em todos é possível visualizar alguns dos estragos causados pelos terremotos, mas principalmente pelo de 1773.
Fui a todos os lugares, só não consegui ir à duas ruinas, as maiores, que ficam um pouco mais distantes e que só abrem até às cinco. Estas duas ruínas tem que pagar, diferente de todas as que vi, que estão espalhadas por toda a cidade, basta caminhar pra que em cada esquina encontre construções tricentenárias, ou mais velhas que isso. Antigua é uma cidade muito interessante e por isso cheia de turistas, de todas as idades e nacionalidades também. Andando pelas ruas é tão normal encontrar "gringos" como os habitantes locais.
Exite um arco amarelo, sobre uma avenida que de um ângulo propício é possível tirar uma foto com um dos vulcões dentro do arco, mas não para mim, ou porque minha câmera não é das melhores ou porque era fim de tarde e estava nublado, o importante é que eu vi. Restaurantes e bares estão por toda a cidade, de todos os preços e de todas as partes do mundo. Amanhã vou procurar um restaurante guatemalteco pra comer umas comidas daqui.
Quando já estava escuro, resolvi ir a um restaurante pra comer alguma coisa porque estava faminto. Fui em um que tem no guia e pedi pavão com arroz e vegetais (70). Nunca tinha comido pavão, mas é gostoso também, tem um gosto mais forte, e vem com brócolis, couve-flor e cenoura. Muito bom, estava alimentado a era hora de voltar pro albergue.
O albergue estava animado de novo, mas ja tinha decidido que não ia sair. Fui em uma lan (20) e atualizei algumas coisas do blog, tava bem atrasado, mas adiantei uns dias. O lugar fechava cedo, então me mandaram embora. Sem querer, passei na frente de um café que exibe filmes, só é necessário consumir alguma coisa lá dentro pra poder assistir o filme. Aliás, existem inúmeros cafés como este em Antigua, é só se informar, ou dar uma volta em uma quadra que vai achar uns três. Entrei e assisti Clube da Luta, já tinha visto, mas não lembrava muito do filme, foi bom rever. Comprei uma tábua de queijos e carnes (50) pra ir beslicando durante o filme. Vinha vários queijos e salame, rosbife, presunto, peito de peru. Valeu.
Voltei pro albergue e tudo estava calmo, as pessoas já tinham saído pra balada. Fui pro meu quarto pra dormir, porque amanhã tenho que ver as ruínas que faltam e um museu que apresenta umas coisas da época colonial.
Meu beijo de hoje vai pros meus avós, porque lembro que mandei só uma vez e faz tanto tempo:
- Fanny e Rogélio.
- Neuza e João.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
08 de Maio - Antigua, Guatemala
Devido a festa de ontem e do cansaço, hoje acordei às duas da tarde, os meninos já não estavam mais lá, mas sabia onde encontrá-los, no mesmo bar, no mesmo lugar de sempre. Tomei um banho, arrumei todas minhas coisas e fui me encontrar com eles. Mas quando cheguei, eles não estavam lá, tinham saído pra comer alguma coisa, foi o que me disse a menina que trabalha lá.
Resolvi comer ali mesmo, uma espécie de omelete (32), mas com feijão, carne e pimenta. Não achei muito gostoso, mas comi porque tava com fome e não queria perder o dinheiro. Vem com pão também. Arrumei minhas coisas, porque ontem já tinha decidido que iría pra Antigua, não tenho muito tempo e tenho muito pra conhecer. Amei o lago e tudo aqui, mas se não for à outros lugares não saberei se são ou não lindos como aqui. O único problema era que precisava achar os meninos, porque estava com a chave e precisava deixar com eles.
Resolvi que ia deixar a chave na pousada (75) porque senão perderia o último barco pra Panajachel. Foi o que fiz e na hora que estava indo pro pier, com as mochilas e tudo mais, encontrei eles voltando do restaurante. Me despedi deles e das meninas e tomei meu rumo. Antes preciso comentar algo, por alguns momentos achei que durante estes últimos dias, não houvesse existido uma relação de verdadeira amizade entre a gente, como com as outras pessoas, talvez pelas diferenças de paises, idiomas, culturas, talvez pela religião, mas isso não tem nada a ver. Quando me despedi, percebi que na verdade esta relação existiu sim, todos me deram abraços apertados, verdadeiros e me desejaram ótima viagem. Neste momento percebi que eles também são bons amigos.
Tomei o barco (25) e cheguei bem a tempo de uma van que iría à Antigua, se perdesse esta van, teria que ir de Chicken Bus, não que eu ache ruim, mas sem companhia torna-se chato. Paguei a van (50) e logo estava indo à Antigua. Fui conversando com um canadense e uma inglesa quase a viagem toda, que foi de duas horas e quinze. Chegamos em Antigua por volta das oito e fomos juntos procurar um albergue, mas no primeiro só tinha lugar para dois, como eles estavam viajando juntos, falei pra eles pegarem que eu procuraria outro.
Procurei no guia e vi que em Antigua tem também um Black Cat, como em Xela, resolvi que era pra lá que eu ia. Quando cheguei, já vi que era o lugar ideal, no bar do albergue tinha uma galera jogando cartas, conversando e se divertindo. Fiz meu check-in, são sessenta quetzales por noite, mas paga na saída, mesmo esquema do outro e com direito ao super café-da-manhã. Coloquei minhas coisas no quarto e fui conhecer o pessoal.
Logo me enturmei com uns americanos, três meninas e um casal, ficamos ali tomando umas cervejas, até que chegaram três canadenses que tocaram o terror no bar. Eles conhecem todo mundo ali porque estão morando em Antigua e vão lá todas as noites com muitas garrafas de tudo. Ficamos lá até o bar fechar e fomos todos juntos pra uma balada (120), umas vinte pessoas ou mais. No meu albergue, encontrei quatro norueguesas que tinha encontrado em Tulum e San Cristóbal, elas também foram.
A balada só tinha estrangeiros, lotada, impossível de andar, e cara. Encontrei com o canadense e a inglesa da van e ficamos lá conversando, as norueguesas se juntaram a nós e depois os americanos e os canadenses. Uma galera, mas só eu de sul-americano, quase não encontro pessoas da América do Sul, acho que pelo dinheiro.
Às duas horas, pelo motivo da lei, mandaram todo mundo embora e voltamos pro albergue, os mesmos vinte e tantos e continuamos a festa lá até não sei que horas. Eu fui dormir um pouco mais cedo, porque quero aproveitar o dia de amanhã e geralmente quando durmo tarde, acordo tarde e às vezes perco o dia.
Meu abraço de hoje vai pra estes bons amigos que fiz:
- Amit e Rogen, porque aprendi muito com vocês e um dia vou à Israel.
- Tina, porque nâo preciso ter motivo.
Resolvi comer ali mesmo, uma espécie de omelete (32), mas com feijão, carne e pimenta. Não achei muito gostoso, mas comi porque tava com fome e não queria perder o dinheiro. Vem com pão também. Arrumei minhas coisas, porque ontem já tinha decidido que iría pra Antigua, não tenho muito tempo e tenho muito pra conhecer. Amei o lago e tudo aqui, mas se não for à outros lugares não saberei se são ou não lindos como aqui. O único problema era que precisava achar os meninos, porque estava com a chave e precisava deixar com eles.
Resolvi que ia deixar a chave na pousada (75) porque senão perderia o último barco pra Panajachel. Foi o que fiz e na hora que estava indo pro pier, com as mochilas e tudo mais, encontrei eles voltando do restaurante. Me despedi deles e das meninas e tomei meu rumo. Antes preciso comentar algo, por alguns momentos achei que durante estes últimos dias, não houvesse existido uma relação de verdadeira amizade entre a gente, como com as outras pessoas, talvez pelas diferenças de paises, idiomas, culturas, talvez pela religião, mas isso não tem nada a ver. Quando me despedi, percebi que na verdade esta relação existiu sim, todos me deram abraços apertados, verdadeiros e me desejaram ótima viagem. Neste momento percebi que eles também são bons amigos.
Tomei o barco (25) e cheguei bem a tempo de uma van que iría à Antigua, se perdesse esta van, teria que ir de Chicken Bus, não que eu ache ruim, mas sem companhia torna-se chato. Paguei a van (50) e logo estava indo à Antigua. Fui conversando com um canadense e uma inglesa quase a viagem toda, que foi de duas horas e quinze. Chegamos em Antigua por volta das oito e fomos juntos procurar um albergue, mas no primeiro só tinha lugar para dois, como eles estavam viajando juntos, falei pra eles pegarem que eu procuraria outro.
Procurei no guia e vi que em Antigua tem também um Black Cat, como em Xela, resolvi que era pra lá que eu ia. Quando cheguei, já vi que era o lugar ideal, no bar do albergue tinha uma galera jogando cartas, conversando e se divertindo. Fiz meu check-in, são sessenta quetzales por noite, mas paga na saída, mesmo esquema do outro e com direito ao super café-da-manhã. Coloquei minhas coisas no quarto e fui conhecer o pessoal.
Logo me enturmei com uns americanos, três meninas e um casal, ficamos ali tomando umas cervejas, até que chegaram três canadenses que tocaram o terror no bar. Eles conhecem todo mundo ali porque estão morando em Antigua e vão lá todas as noites com muitas garrafas de tudo. Ficamos lá até o bar fechar e fomos todos juntos pra uma balada (120), umas vinte pessoas ou mais. No meu albergue, encontrei quatro norueguesas que tinha encontrado em Tulum e San Cristóbal, elas também foram.
A balada só tinha estrangeiros, lotada, impossível de andar, e cara. Encontrei com o canadense e a inglesa da van e ficamos lá conversando, as norueguesas se juntaram a nós e depois os americanos e os canadenses. Uma galera, mas só eu de sul-americano, quase não encontro pessoas da América do Sul, acho que pelo dinheiro.
Às duas horas, pelo motivo da lei, mandaram todo mundo embora e voltamos pro albergue, os mesmos vinte e tantos e continuamos a festa lá até não sei que horas. Eu fui dormir um pouco mais cedo, porque quero aproveitar o dia de amanhã e geralmente quando durmo tarde, acordo tarde e às vezes perco o dia.
Meu abraço de hoje vai pra estes bons amigos que fiz:
- Amit e Rogen, porque aprendi muito com vocês e um dia vou à Israel.
- Tina, porque nâo preciso ter motivo.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
07 de Maio - San Marcos la Laguna, Guatemala
Como ontem fui dormir mais cedo, hoje acordei mais cedo e disposto. Já tinha decidido que ia pra San Marcos la Laguna, porque tinha ouvido que era muito bonito e porque no meu guia dizia que era um lugar especial, e realmente é, e vocês vão entender o porquê. Procedimento básico de quando você vai passar o dia em outro lugar, comprei uma água (5), umas frutas (10) e estava pronto.
Quando cheguei em San Pedro, encontrei os meninos na pousada, eles me disseram pra me arrumar que haveria uma festa trance no ZooLa, em comemoração à Independência de Israel, isto no calendário deles. Botei um calça e estava pronto.
Meu beijo de hoje vai pra este lugar e as pessoas que voluntariamente trabalham lá, porque todo o dinheiro é destinado a projetos sociais:
- Las Piramides, parabéns pelo lugar e pelo trabalho.
- Tina, hoje foi um dia de pensar, e pensei muito em você.
terça-feira, 6 de maio de 2008
06 de Maio - San Pedro la Laguna, Guatemala
Quando acordei hoje pela segunda vez, era por volta das onze, os meninos já não estavam mais lá, mas tinham me deixado um recado dizendo que estariam no ZooLa, um bar israelita. Tinha acordado bem cedo antes só pra ver o amanhecer, mas depois voltamos a dormir. Tomei um banho, pus uma roupa limpa e fui dar um volta pela vila.
Tomei um café da manhã antes, um tipo de pastel (40), e comecei meu trajeto pelo lado esquerdo da vila. Andei por cerca de umas três horas, mas conheci todos os lugares possíveis. Tirei muitas fotos, umas incríveis por sinal sempre com o vulcão ao fundo. Parei um pouco em alguns lugares pra escrever no meu caderno. Fiquei um tempão sem escrever nele, mas hoje escrevi bastante também.

Os lugares que estive vendo são muito bonitos e de difícil descrição. Eu às vezes me sinto bem ou não em um lugar, e este lugar me faz me sentir muito bem. Não só pela vista, do lago e dos vulcões, mas pela simplicidade e humildade dos moradores da vila, que estão sempre dispostos a te ajudar. O fato de a qualquer hora poder olhar pra esquerda e ver um lago sem fim, ou pra direita e ver um vulcão grandioso é uma experiência que nunca tinha vivido e que pra mim tem seus significados. Quando comecei a planejar esta viagem, já sabia deste lugar e ele já tinha me atraído. Estar aqui é viver esta atração e isto me faz feliz, realizado.

Depois do passeio fui encontrar com o pessoal lá no bar ZooLa. Cheguei e tinha uma mesa com umas dez pessoas, naquele estilo, todos sentados no chão ou em almofadas. Eu acho o pessoal legal, mas às vezes estar com eles é meio chato porque todos falam hebraico e eu fico sem entender nada. Até tento puxar assunto em inglês, mas dura cinco, dez minutos e já estão todos falando na língua nativa de novo.

Fiquei ali mais um tempo, sem entender nada e resolvi que ia pra alguma lan (40) pra poder escrever um pouco e ler algumas notícias. Fiquei lá cinco horas, isso provavelmente porque era mais interessante ler as notícias do que ficar ouvindo as pessoas se divertirem e darem risadas o tempo todo e eu sem entender nada. Depois de cinco horas voltei pro mesmo lugar que eles estavam.
Todos na mesma mesa, algumas pessoas já não estavam mais lá, algumas caras novas tinham aparecido e pra minha felicidade tinha um dinamarquês e uma sul-africana. Fiquei ali conversando com eles um bom tempo. Eles também são judeus, mas não falam hebraico, então foi possível conversar.
Pedi um frango recheado (55) porque estava morrendo de fome. A comida demorou um século, mas estava deliciosa, muito bom mesmo, é um prato israelita, mas não lembro o nome. Depois de uma hora o pessoal começou a ir embora. Eu voltei pra pousada com o meninos e fomos dormir bem cedo. Amanhã vou acordar bem cedo pra fazer um passeio por outra vila, me falaram que é linda.
Meu beijo de hoje vai pra este grupo seleto de pessoas que foi por muito tempo minha família:
- Professores do IECJ, porque hoje lembrei de vocês, e ainda tenho um grande carinho por todos.
- Tina, porque também é parte da minha educação.
Meu beijo de hoje vai pra este grupo seleto de pessoas que foi por muito tempo minha família:
- Professores do IECJ, porque hoje lembrei de vocês, e ainda tenho um grande carinho por todos.
- Tina, porque também é parte da minha educação.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
05 de Maio - San Pedro la Laguna, Guatemala
Acordei por volta das dez e fui tomar o café. Pedi um omelete recheado, mas vocês não tem idéia do tamanho, gigantesco. Fiz o maior esforço do mundo pra comer tudo, mas consegui. Estava preparado pra seguir viagem com os meninos e com duas americanas que também iríam.
Fui no banco pra trocar meus travellers porque não tinha mais dinheiro e tinha que pagar a conta do albergue. Fiz tudo isso voando porque os meninos tavam só me esperando. Voltei, arrumei minhas coisas, tomei uma chuveirada com todo mundo me xingando, me apressando e fui fazer o check-out. Paguei a conta (385) e comprei uma coca (8) pra ir tomando.

Ai, ai, ai ... se vocês vissem esse lugar com os próprios olhos ... ai, ai, ai ...
domingo, 4 de maio de 2008
04 de Maio - Quetzaltenango (Xela), Guatemala
- Palestrinos, porque hoje o dia é de vocês.
- Tina, que também veste verde e branco.
Campeão dos Campeões

Quando surge o alviverde imponente
No gramado em que a luta o aguarda
Sabe bem o que vem pela frente
Que a dureza do prélio não tarda
E o Palmeiras no ardor da partida
Transformando a lealdade em padrão
Sabe sempre levar de vencido
E mostrar que de fato é campeão
Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra
Defesa que ninguém passa
Linha atacante de raça
Torcida que canta e vibra
Por nosso alviverde inteiro
Que sabe ser brasileiro
Ostentando a sua fibra.

Pode Chorar Valdivia
Que Nós Somos Campeões
É CAMPEÃO!!!
Que Nós Somos Campeões
É CAMPEÃO!!!
sábado, 3 de maio de 2008
03 de Maio - Quetzaltenango (Xela), Guatemala
Bom, o dia não melhorou, segue chovendo, mas os ares mudaram um pouco. Acredito que a sorte não estava comigo nos últimos dias, mas to sentindo que ela está voltando e vou explicar porquê. Como sempre desde o início.
Acordei para o café por volta das dez da manhã e me deliciei com um excelente omelete com cheddar. Fui tomar um banho que queria dar uma volta pela cidade, estava bem nublado, mas não chovendo, era minha chance de não ficar morgando mais um dia e fazer algo proveitoso. Saí do banho e estava me trocando quando chegou um novo viajante no quarto. Quem? A Marina. Pois é, entre tantos lugares e cidades pra escolher, ela foi parar no mesmo quarto que eu. Coincidência? Não, acho que não.
Ficamos bem umas duas horas conversando, eu contando dos lugares que tinha conhecido e ela me contando do Pacífico. Pelo jeito os lugares lá são mesmo lindos, vi umas fotos e fiquei louco, é muito bonito e diferente. Ainda mais porque junto com a paisagem tinha duas pessoas que me fazem muito bem, as holandesas. Perguntei como elas estavam e a Marina me contou que estavam bem e que logo estarão vindo pra Guatemala. A gente vai se encontar de novo, eu sinto. A Marina me contou também que o Heine já voltou pra Noruega, desejo tudo de bom pra ele também, mas imaginem sair do México de trinta e cinco graus e ir pra terra dos vikings, menos cinco. Pra mim não dá.
Três meninas, todas de Israel, eu, um holandes e dois meninos de Israel. Interessante, eles falam hebreu, e é impossível de entender uma palavra, mas também falam inglês, mas entre eles é tudo em hebreu, fiquei meio perdido. Aprendi várias coisas com eles, eles são judeus, um povo que a gente sempre ouve falar, mas que eu mesmo nunca tive contato, to aprendendo um monte.
Voltamos pro albergue e fiquei vendo o final de um filme com um pessoal. A Marina desceu lá também, ficamos numa conversa boa até umas duas da manhã, quando resolvi ir pra cama. Tava planejando de subir em um vulcão amanhã, mas decidi que vou fazer isto em Antigua, porque é mais barato, o tempo é melhor e tem lava e magma todo tempo. Vó, não se preocupe, a gente não sobe no vulcão, a gente sobe na montanha do lado, só pra ver o vulcão.
Meu beijo de hoje vai pra ele que ta correndo contra o tempo, mas já sei que também se tornou fã, ainda mais ligou pra minha mãe, pra elogiar minhas fotografias.
- Marcelo, porque ta fazendo de tudo pra estar em dia com as notícias e sei que, como eu, se interessa demais pelo que eu estou fazendo, obrigado.
- Mãe, nem eu estou mais acreditando nesta incrível viagem, obrigado.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
02 de Maio - Quetzaltenango (Xela), Guatemala
O quê falar do dia de hoje? Não tem muita coisa. Foi um dia perdido na viagem, que passei dormindo. Não que eu quisesse, e desta vez é sério, sei que quem me conhece sabe que uma de minhas paixões é dormir, mas hoje não foi porque quis, foi porque tive, mas vamos lá.
Acordei às dez da manhã pra tomar meu café-da-manhã, e que café. Eu tinha ouvido e lido que era muito bom, mas não imaginava que era deste jeito. Como o albergue tem um bar-restaurante, muitas pessoas que não estão hospedadas vão até lá pra comer alguma coisa, pra tomar uma cerveja e conhecer gente. Só que para a gente que é hóspede, o café é de graça, ou seja, você pode pegar o menu e escolher uma entre dez opções, e todas são boas e enormes.
Então peguei o menu e escolhi meu café. Huevos revueltos e tocino con queso. Quando me trouxeram, vi que era enorme e ainda vem com duas torradas, batata frita e geléias. Pedi um suco de laranja pra acompanhar e fiz uma deliciosa refeição. Até então meu dia estava indo muito bem, mas comecei a sentir uma dorzinha de cabeça que só foi aumentando, e ficou terrível. Resolvi deitar um pouco pra ver se passava.
Era meio-dia quando levantei de novo e a dor de cabeça tinha piorado. Além disso, estava com febre e dores pelo corpo. Terrível. O pessoal do meu quarto perguntou se eu estava bem, respondi que não e disse o quê estava sentindo. Uma menina de Israel, muito preocupada, me deu um remédio, que tomei, e voltei para a cama. Não conseguia dormir, porque mesmo com vários cobertores sentia frio, é a febre em ação. Mas como dizem, a febre é incômoda, mas ela representa que seu corpo está reagindo. Enfim dormi.
Acordei pela terceira vez às oito da noite. Todos no quarto estavam super preocupados. Conversei com eles, expliquei que estava melhor e disse que achava que tinha ficado doente pela chuva que tinha tomado ontem. O problema não foi a chuva, o problema foi não tomar um banho quente depois da chuva. Parte culpa minha, eu sei. Tomei outro remédio e decidi comer alguma coisa, não que quisesse, precisava.
Comi um lanchinho ali no albergue mesmo e tomei uma coca. Comecei a me sentir melhor. Não tinha mais febre e minha cabeça não doía, só quando eu levantava muito depressa. Conversei um pouco com as pessoas do meu quarto. São todos de Israel, todos muito boa gente, as meninas nem se fala. Vocês não tem idéia, se preocuparam comigo como se eu fosse amigo de anos atrás.
Sou uma pessoa abençoada, sinto isso, sei disso. Isso é reflexo das coisas que tenho feito e pensado nestes últimos dias.
Fiquei ali na sala de TV deitadinho no sofá sem me mexer muito, isto ajuda. Senti falta de um cafuné, de carinho. Tudo bem, não posso reclamar, seria injusto com o que tem acontecido. Assisti um filme, Mulher-Gato, com as pessoas que estavam ali. O filme não é muito bom, quem viu sabe, mas vale porque é com a Halle Berry e não preciso falar mais nada.
O filme acabou e o pessoal resolveu sair pra balada. Senti vontade de ir junto, mas sabia que não deveria, podia piorar de novo. Subi as escadas pro meu quarto, solitário no silêncio do albergue vazio. Entrei debaixo das cobertas e dormi esperando um outro amanhâ.
Meu beijo de hoje vai pras minhas doutoras de Israel:
- Não lembro os nomes, ou melhor não consigo falar, mas obrigado pelos remédios e por demonstrar tamanha preocupação.
- Tina, hoje nem sei porquê.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
01 de Maio - Quetzaltenango (Xela), Guatemala
Dia de partir, e desta vez não de uma cidade, de um país. Tava na hora, não via a hora de mudar um pouco de ares e conhecer um lugar diferente. Guatemala, terra de vulcões e densas florestas, reduto da maior cidade Maia de todos os tempos e berço da capital mais antiga de toda América Central. Acredito que vou passar bons momentos por aqui.
Acordei, tomei um banho e arrumei minhas coisas. Tudo muito rápido porque já estava tudo meio que em ordem. Fiquei de ligar pra Ana pra me despedir e agradecer, afinal ela foi muito gente boa comigo, me apresentando seus amigos e a cidade. Fiz o check-out e pedi pra deixar as malas na pousada pra pegar depois, não queria ficar carregando elas à toa.
Liguei pra Ana e combinamos de tomar um café em um barzinho alí da praça, ela chegou uns cinco minutos depois. Ficamos alí conversando um pouco, ela me explicando que ônibus eu deveria tomar, o quê deveria fazer pra cruzar a fronteira, enfim me dando mais dicas. Pedi um lanche e uma coca (60) porque estava de barriga vazia e não queria viajar sem comer nada. Era umas duas da tarde quando parei um táxi (20) pra me levar pro terminal, passei na pousada pra pegar minhas coisas, e estava pronto pra ir embora.
A Ana foi comigo até o terminal, me disse que eu tinha que comprar a passagem pra Ciudad Cuauhtémoc que era a cidade da fronteira. Fui ate o guichê e comprei (30). Me despedi dela pela última vez, agradeci por tudo e fui embora. Depois de duas hora estava na fronteira, passei na imigração mexicana e carimbei minha saída do México. Tomei um táxi (10) até o lado guatemalteco da fronteira, a cidade de La Mesilla, e lá conheci um pedaço do inferno.
As ruas são lotadas de tudo. Pessoas, animais, barracas, carros, entulhos, tudo sem a menor organização, umas pessoas mal encaradas, fiquei meio com medo. Olhava para os lados e não via nenhum outro mochileiro. Todo mundo me parando pra tentar vender alguma coisa, gente me abordando pra vender e comprar doláres. Enfim um bolo de pessoas me envolvendo, sei lá, mas você fica meio nervoso de que alguma coisa possa te acontecer, mas não aconteceu nada. Estou acompanhado de Deus e energias positivas, isto me protege.
Fui na imigração da Guatemala, paguei a taxa (10) e carimbei meu passaporte, agora podia seguir viagem Guatemala adentro. Peguei um tuc-tuc (2) até o terminal de ônibus pra seguir pra cidade de Quetzaltenango. O terminal, na verdade, é um terreno baldio onde estão estacionados os chicken bus que fazem as viagens intercidades na Guatemala. Os chicken bus são, na verdade, aqueles ônibus escolares americanos que foram aposentados nos EUA porque não estavam mais em condições de uso, mas aqui, estão prontos pra te levar pra onde você quiser. Comprei uma água (10) porque a viagem apesar de ser de apenas cento e setenta quilômetros leva quatro horas e não queria passar sêde.
Paguei minha passagem (40) e subi no ônibus. Aí é uma aventura, você não sabe o que é mais emocionante, se é a velocidade que o motorista dirige, se é a condição do ônibus ou se é a estrada que não te oferece nem a possibilidade de dirigir na velocidade que estão dirigindo e muito menos a condição pra um ônibus daquele estado trafegar com cinquenta pessoas. Deu tudo certo, na verdade quase tudo certo, bebi tanta água que fiquei com vontade de ir ao banheiro, o quê não era possível e tornou as últimas duas horas de viagem torturantes, mas cheguei vivo e isso que importa.
Apesar dos poréns, o trajeto é muito bonito, em meio a montanhas e estradas que sobem e descem ziguezagueando como as serras do litoral paulista, oferecem vistas maravilhosas. Pra presentear no final da viagem é possivel vizualizar ao fundo os vulcões que rodeiam a cidade, vou subir alguns com certeza. Quando cheguei de fato no centro da cidade começou uma chuva torrencial, eu tinha o endereço do albergue mas não tinha um táxi pra me levar ate lá. Fiquei esperando uns cinco minutos o primeiro táxi, mas aí eu já estava todo molhado, mas tudo bem, imprevistos devem ser considerados. Fui conversando com o motorista a respeito do tempo, ele disse que amanhã não vai chover, tomara. Enfim chegamos até a porta do albergue, paguei o táxi (30) e entrei. Black Cat Hostel!
O albergue (55) é realmente muito legal, tem um barzinho logo na entrada com preços econômicos, uma sala de tv e mil dvds de filmes, e dizem que um ótimo café-da-manhã. Os quartos são bem legais também, grandes, novos e com roupas de cama bem limpas, enfim bem bom. Fui fazer o check-in e bem nesta hora acabou a força. Eu estava muito cansado, queria tomar um banho e dormir, mas sem luz não era possível de achar nada na minha mala. Tirei a jequeta que tava molhada, deitei no quentinho dos cobertores e dormi. Depois de um longo e duro dia poderia dormir e sonhar com os anjos, ou com o anjo que ainda aparece todas as noites nos meus sonhos.
Meu beijo de hoje vai pra este grupo que cada vez mais mostra seu poder, este mês é de vocês:
- Mulheres, porque só ao meu redor existem muitas que devem ser sempre respeitadas e admiradas.
- Tina, que é a mulher mais importande do mundo.
Acordei, tomei um banho e arrumei minhas coisas. Tudo muito rápido porque já estava tudo meio que em ordem. Fiquei de ligar pra Ana pra me despedir e agradecer, afinal ela foi muito gente boa comigo, me apresentando seus amigos e a cidade. Fiz o check-out e pedi pra deixar as malas na pousada pra pegar depois, não queria ficar carregando elas à toa.
Liguei pra Ana e combinamos de tomar um café em um barzinho alí da praça, ela chegou uns cinco minutos depois. Ficamos alí conversando um pouco, ela me explicando que ônibus eu deveria tomar, o quê deveria fazer pra cruzar a fronteira, enfim me dando mais dicas. Pedi um lanche e uma coca (60) porque estava de barriga vazia e não queria viajar sem comer nada. Era umas duas da tarde quando parei um táxi (20) pra me levar pro terminal, passei na pousada pra pegar minhas coisas, e estava pronto pra ir embora.
A Ana foi comigo até o terminal, me disse que eu tinha que comprar a passagem pra Ciudad Cuauhtémoc que era a cidade da fronteira. Fui ate o guichê e comprei (30). Me despedi dela pela última vez, agradeci por tudo e fui embora. Depois de duas hora estava na fronteira, passei na imigração mexicana e carimbei minha saída do México. Tomei um táxi (10) até o lado guatemalteco da fronteira, a cidade de La Mesilla, e lá conheci um pedaço do inferno.
As ruas são lotadas de tudo. Pessoas, animais, barracas, carros, entulhos, tudo sem a menor organização, umas pessoas mal encaradas, fiquei meio com medo. Olhava para os lados e não via nenhum outro mochileiro. Todo mundo me parando pra tentar vender alguma coisa, gente me abordando pra vender e comprar doláres. Enfim um bolo de pessoas me envolvendo, sei lá, mas você fica meio nervoso de que alguma coisa possa te acontecer, mas não aconteceu nada. Estou acompanhado de Deus e energias positivas, isto me protege.
Fui na imigração da Guatemala, paguei a taxa (10) e carimbei meu passaporte, agora podia seguir viagem Guatemala adentro. Peguei um tuc-tuc (2) até o terminal de ônibus pra seguir pra cidade de Quetzaltenango. O terminal, na verdade, é um terreno baldio onde estão estacionados os chicken bus que fazem as viagens intercidades na Guatemala. Os chicken bus são, na verdade, aqueles ônibus escolares americanos que foram aposentados nos EUA porque não estavam mais em condições de uso, mas aqui, estão prontos pra te levar pra onde você quiser. Comprei uma água (10) porque a viagem apesar de ser de apenas cento e setenta quilômetros leva quatro horas e não queria passar sêde.
Paguei minha passagem (40) e subi no ônibus. Aí é uma aventura, você não sabe o que é mais emocionante, se é a velocidade que o motorista dirige, se é a condição do ônibus ou se é a estrada que não te oferece nem a possibilidade de dirigir na velocidade que estão dirigindo e muito menos a condição pra um ônibus daquele estado trafegar com cinquenta pessoas. Deu tudo certo, na verdade quase tudo certo, bebi tanta água que fiquei com vontade de ir ao banheiro, o quê não era possível e tornou as últimas duas horas de viagem torturantes, mas cheguei vivo e isso que importa.
Apesar dos poréns, o trajeto é muito bonito, em meio a montanhas e estradas que sobem e descem ziguezagueando como as serras do litoral paulista, oferecem vistas maravilhosas. Pra presentear no final da viagem é possivel vizualizar ao fundo os vulcões que rodeiam a cidade, vou subir alguns com certeza. Quando cheguei de fato no centro da cidade começou uma chuva torrencial, eu tinha o endereço do albergue mas não tinha um táxi pra me levar ate lá. Fiquei esperando uns cinco minutos o primeiro táxi, mas aí eu já estava todo molhado, mas tudo bem, imprevistos devem ser considerados. Fui conversando com o motorista a respeito do tempo, ele disse que amanhã não vai chover, tomara. Enfim chegamos até a porta do albergue, paguei o táxi (30) e entrei. Black Cat Hostel!O albergue (55) é realmente muito legal, tem um barzinho logo na entrada com preços econômicos, uma sala de tv e mil dvds de filmes, e dizem que um ótimo café-da-manhã. Os quartos são bem legais também, grandes, novos e com roupas de cama bem limpas, enfim bem bom. Fui fazer o check-in e bem nesta hora acabou a força. Eu estava muito cansado, queria tomar um banho e dormir, mas sem luz não era possível de achar nada na minha mala. Tirei a jequeta que tava molhada, deitei no quentinho dos cobertores e dormi. Depois de um longo e duro dia poderia dormir e sonhar com os anjos, ou com o anjo que ainda aparece todas as noites nos meus sonhos.
Meu beijo de hoje vai pra este grupo que cada vez mais mostra seu poder, este mês é de vocês:
- Mulheres, porque só ao meu redor existem muitas que devem ser sempre respeitadas e admiradas.
- Tina, que é a mulher mais importande do mundo.
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